segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mais Cristo, menos Cristianismo

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Toda religião está estruturada em dogmas, rituais e códigos morais. O Cristianismo também. Mas não são os dogmas, os rituais e os códigos morais que definem a experiência pessoal com Cristo.

O apóstolo Paulo esclareceu que os seguidores de Jesus não podem ser reduzidos a observadores de rituais e padrões morais: “Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo. Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: ‘Não manuseie!’, ‘Não prove!’, ‘Não toque!’? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” [Colossenses 2.16,17,20-23].

A experiência mística do Cristo crucificado e ressurreto, comunhão com Ele, viver nEle, estar nEle, andar nEle [1Coríntios 1.9; Colossenses 1.2, 26,27; 2.6,7; 3.2], enfim, a devoção e a adoração a Cristo importam mais que a defesa do Cristianismo, isto é, dos dogmas, rituais e códigos morais considerados cristãos.

A imitação de Cristo é a essência do seguimento de Jesus, e importa mais que a adesão ao Cristianismo. Consta que Mahatma Gandhi teria afirmado a respeito dos protestantes ingleses: “Aceito seu Cristo, mas não aceito seu Cristianismo”. Eis aí uma constatação interessante: não poucas vezes a maneira como pretendemos servir a Cristo implica trair o espírito de Cristo.

Talvez tenha sido isso o que Friedrich Nietzsche quis dizer ao afirmar que “se mais remidos se parecessem os remidos, mais fácil me seria crer no Redentor”.

O apóstolo Paulo estava ciente desse perigo e, por isso, recomendou aos cristãos: “Vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos. Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” [Colossenses 3.5-17].

Há muitas pessoas que se declaram adeptas da religião Cristianismo, mas não se comprometem a viver como Jesus Cristo viveu e ensinou. Não estão ocupadas em guardar (obedecer) todas as coisas que ele ordenou [Mateus 20.18-20], nem tampouco em andar como Ele andou [1João 2.6]. A respeito dessas pessoas, o próprio Jesus declarou: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” [Mateus 7.21-23].

Cristo é maior que o Cristianismo. Por essa razão, a adoração a Cristo é mais importante que a defesa do Cristianismo, e a imitação de Cristo é mais importante que a adesão ao Cristianismo. Ser como Cristo e fazer mais por Cristo, eis as legítimas aspirações de todo aquele que se comprometeu com o caminho de Cristo.




Ed René Kivitz - Extraido de Vineyard blog

terça-feira, 23 de novembro de 2010

QUEM SOMOS NÓS?

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Quem somos nós? Somos o que fazemos? Somos o que os outros dizem sobre nós? Somos o poder que temos?
Parece ser sempre assim em nossa sociedade. Mas o Espírito de Jesus, dado a nós, revela nossa verdadeira identidade espiritual.
Revela que pertencemos não a um mundo de sucesso, fama ou poder, mas a Deus. O mundo escraviza-nos com o medo; o Espírito liberta-nos dessa escravidão e restabelece-nos ao verdadeiro relacionamento.
É isso que Paulo quer dizer, quando afirma: “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos Aba Pai”  (Romanos 8.15).
Quem somos? Somos os filhos bem-amados de Deus!
HENRI NOUWEN

Extraído de Vineyard Café

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dize-me com quem andas (Ed René Kivitz)


Não podemos ter uma vida espiritual sozinhos. A vida do Espírito é como uma semente que precisa de terreno fértil para crescer. Este terreno fértil inclui não só uma boa disposição interior, mas também um ambiente favorável.
É muito difícil viver uma vida de oração num ambiente onde ninguém ora ou fala com carinho da oração. É quase impossível aprofundar a nossa comunhão com Deus quando aqueles com quem vivemos e trabalhamos rejeitam ou até ridicularizam a idéia de que há um Deus que ama. É uma tarefa sobre-humana procurar fixar o coração no Reino de Deus quando todos aqueles que conhecemos e com quem convivemos têm o coração fixo em tudo, menos no Reino de Deus.
Não é, portanto, surpresa nenhuma que as pessoas que vivem em ambiente secular - onde o nome de Deus nunca é mencionado, a oração é desconhecida, não se lê a Bíblia nunca e a conversa sobre a vida no Espírito é completamente ausente - não consigam agüentar a sua dimensão de comunhão com Deus por muito tempo. Descobri como sou sensível ao ambiente em que vivo. Com a minha comunidade, as palavras sobre a presença de Deus na nossa vida brotam espontaneamente e com grande facilidade.
Quando levamos a vida espiritual a sério, somos responsáveis por criar um ambiente onde a mesma possa crescer e amadurecer. E, embora eventualmente não sejamos capazes de criar o contexto ideal para uma vida no Espírito, temos muito mais opções do que geralmente pensamos. Podemos, por exemplo, escolher amigos, livros, igrejas, arte, música, lugares para visitar e gente com quem estar que, no seu conjunto, contribuem para criar um ambiente em que é possível à semente de mostarda que Deus semeou em nós crescer até atingir as dimensões de um grande planta.
Estas considerações de Henri Nouwen estão de acordo com a sabedoria da Bíblia Sagrada que nos recomenda enfaticamente o cultivo da vida comunitária e das amizades espirituais com vistas à qualidade e aprofundamento de nossa experiência espiritual:
Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até o fim. (Hebreus 3.12-14)
E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (Hebreus 10.24,25)
Quem deseja experimentar Deus tem que andar perto de gente que anda com Deus. A amizade com Deus implica a amizade com os amigos de Deus. As pessoas íntimas de Deus nos ajudam a colocar Deus no foco. Primeiro seguimos os passos dos íntimos de Deus, até que aos poucos seguimos os passos de Deus. Esta parece ser a recomendação do apóstolo Paulo: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo (1 Coríntios 11.1); Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados (Efésios 5.1). Primeiro você imita Paulo, que imita Cristo, que imita Deus. Depois você imita Cristo, que imita Deus. Até o dia quando você fica face a face com Deus.
Quem são as pessoas com quem você convive, pergunto eu? Com quem as palavras sobre a presença de Deus na vida brotam com facilidade? E quem são as pessoas com quem você convive com quem as palavras de murmuração, as fofocas, as maledicências, as doenças mutuamente são retroalimentadas? Quem são as pessoas com quem você convive que só servem para ficar cutucando as suas feridas, e você cutucando as feridas delas? Quem são as pessoas com quem você convive que trazem para a mesa da conversa a Palavra de Deus? Trazem para a mesa da conversa a necessidade da oração e da intercessão? Que valorizam a comunhão?
Palavras de Henri Nouwen novamente: “Mesmo nessas ocasiões, a competição arraigada, muitas vezes inconsciente entre as pessoas, as impedem de se revelarem umas às outras e de estabelecerem relações que durem mais que a própria festa. Quantas relações que você tem que duram apenas o momento da festa? Onde somos sempre bem-vindos nossa ausência não importa muito. E onde todo mundo pode ir e é bem-vindo nenhuma ausência é particularmente notada. Geralmente há bastante comida e bastante pessoas para comer a comida, mas muitas vezes parece que a comida perdeu o seu poder de criar comunidade. Não raro saímos da festa mais conscientes de nossa solidão do que quando entramos”.
Eu lamento muito que esta fala do Henri Nouwen “Por que tantas festas e reuniões amigáveis nos deixam tão vazios e tristes?”, se aplique também a muitas das nossas celebrações, do que nós chamamos dos cultos. Por que muitas celebrações, cultos nos deixam tão vazios e tristes?
É porque nós não nos aproximamos das pessoas. Nós chegamos depois que começa e saímos antes de terminar. Nós não nos olhamos nos olhos, nós não intercedemos uns pelos outros. E quando perguntamos como você está, é uma pergunta politicamente correta, pro-forma, que não está esperando uma pergunta sincera.
Por que é que anos de convivência com igreja mantém pessoas tão superficiais?
É porque elas convivem com a igreja, mas não convivem sequer com um irmão, com uma irmã. Convivem com o auditório, mas não convivem com uma pessoa sequer. Não abrem o coração, não confessam seus pecados, não compartilham suas dores. Dão desculpas de que não encontraram. Mas na verdade, na minha opinião, é que são muito seletivas. Elas querem sim, compartilhar as suas dores, chorar, confessar pecados, conversar e desenvolver amizades. Mas com pessoas especiais.

Nós somos chamados por Deus a relacionamentos, porque no fundo, no fundo toda pessoa é especial.
James Houston, no seu livro Mentoria Espiritual, diz assim: “Tendo em vista seu objetivo de criar organizações inteligentes, muitas empresas hoje veem nos seus funcionários qualificados o seu maior patrimônio. A expressão feedback tornou-se palavra do momento no contexto dessa interação dinâmica. Pedir feedback, dar feedback, receber feedback, agir com base no feedback. Em última análise, os melhores funcionários não são simplesmente os mais qualificados tecnicamente, e sim, aqueles cujo maior grau de crescimento pessoal está comprometido com o futuro da empresa. O êxito de uma empresa depende, portanto, não só da lucratividade, mas também da eficácia de sua mão de obra. É por isso que se está investindo tanto em técnicas de mentoria”.
Esse dar feedback, receber feedback, oferecer feedback é mais ou menos assim: “Eu sinto que você reage desproporcionalmente às críticas que recebe. Você é uma pessoa não muito aberta a ouvir quem discorda de você. Eu acho que se você acolhesse mais uma crítica que é feita contra você, você iria crescer.
Feedback é quando uma pessoa oferece a você um olhar de fora sobre você. Mas essa pessoa precisa conviver com você, prestar atenção em você, ouvir você, ter informações a seu respeito. Ela precisa conquistar o seu respeito, a sua admiração e a sua confiança. Aí então, ela diz assim: “Posso lhe dizer uma coisa? E você diz: “Pode”.
A qualidade da sua vida depende da qualidade das pessoas com quem você convive e da qualidade dos relacionamentos que você constrói com quem você convive.
Eu perguntaria a você: Você tem amigos que põem o dedo na sua cara? Você é transparente o suficiente com as pessoas para que elas tenham como pôr o dedo na sua cara? Ou você vive com uma máscara toda vez que está em público, mesmo na presença das pessoas que lhe são mais íntimas?
Quero adiantar pra você uma coisa: É impossível viver com máscara na frente da mulher e dos filhos. Ninguém consegue ser um mascarado 24h por dia. E se seus filhos não põem o dedo na sua cara, numa relação espiritual, o que eu quero dizer, numa relação de amor e de ajuda, um dia eles vão virar a cara pra você.
Se as pessoas que convivem com você não têm liberdade, se você não as acolhe, não as recebe para que elas coloquem o dedo na sua cara, o que as empresas chamam de feedback, e que são superficiais no mundo corporativo, e que na igreja, na comunidade da fé, na comunidade cristã, as pessoas acabam virando as costas para nós e isso é pior do que ter um dedo na cara.
Elas perdem o respeito por nós, já não ouvem mais o que nós falamos. Já não se importam mais com a nossa companhia, porque nós vivemos mascarados. E você sabe, o Senhor, nosso Deus, não gosta de mascarados, e ele, cedo ou tarde, para o bem dos mascarados, faz com que a máscara caia.
Essa relação entre Paulo e Barnabé é adulta, é madura. Ela é profunda, é verdadeira. É nesta relação que acontece o que o autor dos Provérbios diz que “como o ferro ao ferro se afia, também o amigo ao seu amigo”. Eu sempre penso que ferro quando afia com ferro sai faísca, por causa do atrito.
Eu pergunto: Você é o tipo de gente que pula dos relacionamentos quando esquenta? Quando atrita? E quando sai faísca? Então, você não vai crescer. Porque você sempre vai encontrar alguém que vai achar bonitinha a sua máscara por algum tempo. Porque é verdade o que se atribui a Abraham Lincoln: “É possível enganar a todos por algum tempo, alguns o tempo todo, mas não é possível enganar todo mundo o tempo todo”.
Esta relação de Paulo com Barnabé me ensina muito sobre a superficialidade das nossas comunidades cristãs; a superficialidade das nossas vidas. Mas ensina também muito a respeito da possibilidade de profundidade das nossas vidas.
Não importa o que fazemos nessa grande comunidade cristã, importam sim, os relacionamentos que construímos enquanto fazemos o que fazemos.
Não importa quanta gente sabe de nós, porque uma pessoa só é campo missionário suficientemente grande, e talvez o maior desafio ou campo missionário mais desafiador que nós temos é a pessoa que está mais próxima de nós. Por quê? Porque a qualidade da nossa vida depende da qualidade das pessoas com quem nós nos relacionamos e da qualidade dos relacionamentos que desenvolvemos com as pessoas com quem nos relacionamos.
Eu encorajo você de todo o meu coração a ser transparente, autêntico, com uma, duas, três pessoas. Construir relacionamentos de autenticidade, de verdade. Pessoas com quem você não precisa usar máscaras para estar junto.
Eu encorajo que você encontre pessoas, amigos. Abra-se, conviva com elas como quem diz assim: Eu estou pronto a que você coloque o dedo na minha cara, porque eu respeito você. Você é meu amigo. Eu confio no seu amor e no seu interesse legítimo por mim, então, pode me confrontar. Eu confio em você.
Esse é o caminho do nosso crescimento espiritual, do aprofundamento da qualidade da nossa vida.
Eu oro a Deus que possamos dizer a respeito da ibab o que o apóstolo Paulo disse à igreja de Roma: “Meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios de bondade, e plenamente instruídos, sendo capazes de aconselhar-se uns aos outros”.

Extraído de http://www.metodistavilaisabel.org.br

sábado, 6 de novembro de 2010

A oração simples





Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração. 

O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão "coisa alguma" inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center quanto o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa quanto a enfermidade de uma pessoa querida.

Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar "é legítimo pedir isso a Deus?" ou "será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?". Simplesmente orar. 

A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade, a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele. 

O maior fruto da oração não o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz. 

O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina. A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.


Autor: Ed renê Kivitz

domingo, 24 de outubro de 2010

A música "Ainda"


Depois de bastante tempo sem postar estou colocando este vídeo da música "Ainda". Essa música diz sobre a nossa dependência de Deus e o fato de que nós devemos adorá-lo pelo o que Ele é e não somente pelo que Ele pode nos dar. Por vezes, passamos por um tempo de silêncio que serve para a nossa reflexão. Uma análise do que estamos fazendo. uma correção de rumo e direção. A velha mensagem da Cruz de Cristo deve ser sinalizada para que outros possam ouvir e serem curados por ela.

Que Deus te abençoe!

Rodrigo Calistrato
Peace!


quinta-feira, 4 de março de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

A ESCOLHA PELA SANTIDADE




Há algum tempo, a banda Jump! foi convidada a participar de um congresso de jovens que tinha um tema assim: “Junto ou separado, qual é a sua escolha?”. Isto nos faz refletir que a forma como nos aproximamos de Deus vai determinar o nível de relacionamento que teremos com Ele. Assim podemos escolher estar juntos de Deus e separados das coisas do mundo, ou o contrário. A escolha é nossa.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1)

Analisando a palavra santidade, vejo que ela possui vários significados e um deles quer dizer “separado para”. Então, lembrei que Deus escolheu o povo de Israel como um povo separado para si mesmo, porém, inúmeras vezes este povo se afastou do Senhor, escolhendo fazer a sua própria vontade.

Precisamos viver uma vida que agrade ao coração de Deus, buscando em todo tempo como “(...) sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Quando escolhemos fazer a vontade de Deus, lhe agradando em tudo e obedecendo à sua palavra, Ele começa em nós, um processo de santificação que passa por todas as áreas de nossa vida, seja em nossos relacionamentos, nas finanças, no trabalho, em nosso comportamento, atitudes, etc. Foi assim com Daniel e seus amigos que resolveram não se contaminar com os manjares do rei e depois foram provados até o limite da sua fé. Este processo de santificação acaba por nos revelar coisas que precisam “ajustar” em nossas vidas, para que realmente possamos ser usados por Deus. O caminho em busca da santidade pode não ser fácil, mais o seu final é recompensador. Nós escolhemos a santidade e você?

Um Jump Abraço amados!
Paz

Rodrigo Calistrato